domingo, novembro 28, 2010

........................:NatanY:..........................

Puro Nardo em você

Achei que tinha passado ao menos há segundos eu não lembrava mais.

Achei que tinha futuro e queria que fosse acordado.

Achei que era real e percebo que era um sonho.

Achei que era um sonho, e ao ver a porta se fechar, você se esvaindo ao vento.

E congela minha alma, teu calor não está na sala.

Não estava na sala! E me deixa deficiente sem saber o que esperar.

E se acordar? Me deixo lembrar ou me deixo esquecer?

Como eu queria ter de volta o que alterava meus sentidos, não lembro mais.

Saíste por ai levando consigo seu cheiro, e com ele o que eu sentia quando estava perfumando a minha presença.

Exalava algo impar, algo que emergia das funduras do seu ser e era como se estivesse saindo pelos poros, essência e excelência ‘puro nardo’ em você.

Corre o meu tempo e descubro que não tenho mais o agora, só o que me resta o porvir.

E o porvir é estranho sem você, sombrio gélido, tenebroso e estéril.

Embora não queira lembrar está forte como se acontecesse no porvir já que o agora não me cabe mais.

És o que eu espero, tendo a certeza de que não irá me odiar.

Quero fazer-te feliz e quero você sorrindo sempre.

Sorriremos enquanto há tempo pra que não haja o dia ruim e converta o brilho em pranto.

Tu es bela e majestosa es rainha, es o que há de bela e a mais bela das belas não, haveria de ser outra.





Nardo - Do grego, nardós = nardo, através do latim, nardus. Planta aromática das encostas do Himalaia, da qual se extrai um perfume muito apreciado na antiguidade. O nardo é citado no Cântico dos Cânticos, 1,12 e 4, 13. No Novo Testamento, Maria ungiu a cabeça de Jesus com nardo, na casa de Simão o leproso (Mt 26, 6 ss). O nardo na antiguidade era muito caro, por vir de longe. O poeta latino Horácio, em um de seus poemas propõe a Virgílio trocar um tonel cheio de bom vinho por um pequeno frasco de nardo. Cognato: nardino.

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