A Janela.
Queria ver em uma janela, seus movimentos.
Talvez houvesse cabelos ao vento.
Relembrar de um tempo e ligado a este momento.
Tornar meus versos em protesto.
O gesto.
O afeto onde foi parar?
No meu peito, oras onde mais deveria estar?
Protesto por que não me deu o que eu quis.
Infeliz foi você que negaste o braço ao meu desejo.
O interesse
Queria só olhar, o que há de mal ligado a este momento?
Saberias interpretar a má intenção do meu intento.
Acertara novamente, leviano e azarento.
Houve um black-out, ai que alguém me mate.
O movimento
Estava ali próximo, a tela uma cadeira.
Ninguém havia de sentar nela?
Ao fundo do cenário não consigo lembrar.
Bidimensional cadeiras protagonistas, melhor não ficará.
O desejo
Ao disparo da flecha não há como retroceder seu curso.
Ao fluir não retrocede, e sem alimento agoniza no futuro.
A mesma flecha que contem a vida domina sobre a morte.
Morto não, este efeito me deixa sem o norte, o sul nem sei onde foi parar...
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